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3 de outubro de 2012

Café das Quatro na mídia: Revista Level n. 10

Oi pipow!


As Quatro estão super felizes com a divulgação de mais uma coluna do blog na Revista Level High Content. Desta vez foi na edição de primavera!
Quem não lembra, ou começou a acessar o blog recentemente, a nossa primeira coluna saiu a uns 3 meses atrás - outono, é claro - e fez sucesso!




A Level é super bacana, editada por Paulo Sefton, traz matérias, fotos e dicas que envolvem especialmente a cidade de Florianópolis. É distribuída por diversos pontos da cidade e é gratuita. Portanto, se observar uma por aí dando sopa, pode levar pra casa, é sua!

Desta vez o coquetel ocorreu dia 27 de setembro, no restaurante Quatro Estações, SC-401. Infelizmente só a Vivian pode ir, mas fez um social por lá e arrematou nossas cópias. Ufa!



Nossas escolhas para comentar foram: Pérolas de Ilha Café e Santo Antônio Spaghetteria Caffé. Recomendamos a ida, dois lugares deliciosos pra curtir a história de Floripa, cada uma a seu jeito!


E assim ficou nossa página. Linda né?
That's all folks. Esperamos que tenham gostado e curtam a revista toda, vale a pena!

Beijoca

30 de maio de 2012

Coluna das Quatro: A simples arte do espresso perfeito


Por José Cândido de Borba Neto

Em nosso último comentário acerca de cafés especiais, apresentamos um novo conceito para o consumo do café espresso, baseado, agora, não em pequenos intervalos das atividades diárias, mas na busca de um novo mundo de sabores, aromas e texturas.
Mas para tirar proveito dessa miríade de sensações, o domínio de alguns conceitos básicos é imprescindível. A velha xícara escaldada de café transbordando um líquido preto, fluído e quase transparente deve dar lugar a um recipiente aquecido pelo fundo, portando um espresso denso, espesso e de coloração caramelo e com, no máximo, 30 ml. Em vez de açúcar para mascarar o gosto de iodo, de dipirona e de queimado, apenas muita atenção aos sentidos, observando sua cor e sentindo-lhe o aroma, o corpo, o sabor doce e, finalmente, o longo e desejado retrogosto.

Ristretto, visto de cima.
Espresso com muito pouca água; algo em entre 10 e 15 ml. 
Pronto! Agora que você já é um apreciador de cafés especiais, falta apenas entrar na cafeteria de sempre e pedir ao “cidadão em frente à máquina de espresso” um ristretto, certo?
Infelizmente não é bem assim. Para que um café espresso exprima tudo o que o grão pode oferecer é necessário – fazendo curta uma longa estória – que o grão seja 100% da espécie arábica; que tenha sido plantado em terras altas com controle razoável de umidade e insolação; que seu beneficiamento seja adequado à cultivar (substantivo) e que seja bem torrado visando à materialização das características provenientes do terroir, emprestando-se o termo do mundo do vinho. Ah, e, por fim, deve ser moído somente no momento do consumo, para evitar demasiada oxidação, observando, ainda, que, diferentemente do vinho, o café deve ser consumido muito novo, algo em torno de 5 a 30 dias da data da torra, a fim de aproveitar-se ao máximo seus predicados.
Agora, sim, estamos prontos para nos aventurarmos na selva de excelentes cafeterias disponíveis em sua cidade, e nos deliciarmos com o melhor espresso, não é? Bom, quase, pois para que o espresso seja perfeito, como dizem os italianos – aperfeiçoadores da arte – precisamos de 4 “Ms”: macchina, macchinazione, miscela e mano, que em bom português significa que é preciso que sua cafeteria do coração tenha uma boa máquina de espresso, um excelente moinho, que trabalhe com cafés especiais e, por último, que seu barista – aquele, em frente à máquina, lembra? – tenha um excelente domínio de todo o processo. Do contrário, tomar espresso só mesmo com muito açúcar, balinha, biscoitinho... 

José Cândido de Borba Neto
Empório Sweet Home/Craft Beer
Cafés Especiais, Cervejas Especiais e Vinhos
Florianópolis – Santa Catarina – craft@craftbeer.com.br

18 de maio de 2012

As Quatro na mídia - Notícias do Dia

E aí pipow!

Lembram que fomos ao Armazém da Pasta degustar o cardápio de almoço deles?
Pois bem, Paty e Ju aparecerem hoje na coluna de Carlos Damião, do jornal Notícias do Dia como "blogueiras especializadas em gastronomia".

Bacana não é mesmo?

Graças a vocês queridos leitores estamos crescendo cada vez mais!
Obrigada pelo apoio de sempre!

Segue a nota:

25 de abril de 2012

Coluna das Quatro: por José Cândido de Borba Neto

As Quatro tem o prazer de apresentar uma novidade do blog: a coluna do José Cândido de Borba Neto, Zeca para os íntimos. rsrs
Para quem não lembra, ele foi nosso mestre no Curso Básico de Barista, que vocês podem ler mais aqui e aqui, pois foi dividido em duas partes para facilitar a leitura de vocês.
Para dar continuidade a este projeto, estabelecemos uma parceria com ele para enriquecer o conhecimentos de todos sobre café e outras coisitas que em breve serão apresentadas.

Por isso, deleitem-se com a leitura e nos deem feedback de sugestões para os próximos temas! Ficaremos felizes com a participação!


PAUSA PARA O “CAFEZINHO” ESPECIAL.

Que o Brasil é o maior produtor de café do mundo todos sabem. Mas essa bebida estimulante, que faz parte do dia-a-dia do brasileiro há séculos, seja como termômetro da economia, seja no emblema da camisa da nossa Seleção, já não é mais a mesma.
O café produzido no país, que é commodity extremamente valorizada no exterior, sempre teve grande penetração nos mais diversos mercados estrangeiros porque os grãos, exportados crus, eram sempre submetidos a um rigoroso processo de seleção antes do embarque. Os melhores grãos, os mais perfeitos, aqueles que depois de torrados produziriam as melhores bebidas, tinham como destino certo países com forte tradição no seu beneficiamento, como Alemanha, Estados Unidos e Itália. E os grãos não classificados? O resto? Todo aquele café que não passava na estreita peneira dos exigentes e endinheirados mercados? Para onde ia? Pois todo o café que o mundo não desejava, o rejeito das melhores safras de nossa premiada produção, que continha os grãos imperfeitos, cascalho, galhos, folhas e outras impurezas, acabava sendo torrado, moído e passava a habitar as apinhadas gôndolas dos supermercados e mercadinhos do país sob as mais diversas marcas. Esse café, conhecido entre os produtores como “de consumo interno”, é o café que, ainda hoje, teimamos em comprar e utilizar em nossos lares.
Mas, devido a diversos fatores, como o recrudescimento da economia mundial, a variação do câmbio, e também ao aparecimento de uma cultura “gourmet”, vários dos produtores brasileiros dos melhores grãos do mundo passaram a olhar para o mercado interno com outros olhos. Há poucos anos, fazendas de café situadas nas grandes regiões produtoras passaram a desenvolver a arte da torrefação em solo tupiniquim, dando início a uma nova fase dessa magnífica fruta.
Os mais exigentes consumidores brasileiros, que já haviam sido surpreendidos pelo florescimento dos mercados de bons vinhos e cervejas especiais, agora passaram a ser arrebatados pelo aroma e sabor inconfundíveis do café “especial”. Uma bebida extraída dos melhores grãos de cada uma das melhores fazendas produtoras de café. E não é só. Assim como os somelliers e beer somelliers, o mercado de café importou para o país a figura do barista, o profissional dedicado à extração do café em uma máquina de café espresso (assim, com “s” mesmo!), e em alguns casos, à arte de combinar grãos de diversas procedências, torrá-los da maneira correta, e entregar, ao final, um blend que evidencie características como doçura, acidez, corpo, aroma e retrogosto.
Bom, diante de todo esse novo cenário, da próxima vez que fizer uma pausa para o “cafezinho”, certifique-se de que está tomando um café “especial” de verdade e prepare-se para descobrir novas e surpreendentes sensações.

José Cândido de Borba Neto
Craft Beer – Cafés, Cervejas e Vinhos Especiais
                        Florianópolis - SC

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