Alô alô moçada!
Lembram que avisamos aqui sobre um curso de barista oferecido pelo Empório Sweet Home?
Pois é, demorou mas postamos!
Dias 08 e 09 de março estávamos Vivian, Patrícia e Juliana (Carolina tinha compromissos, infelizmente!) dentre um grupo heterogêneo de adoradores de café aprendendo como lidar com este grão tão queridinho!
Pois bem, José Cândido - Zeca, para os íntimos - dedicou o primeiro dia (foco deste post) à parte teórica da brincadeira :D
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| Concentração total na explicação. |
Ninguém sabe exatamente como a história toda começou. A lenda mais comum é a do pastor que levava seu bichinhos para pastar e notou que ficaram "animadinhos" depois de comer uns grãos diferentes.
Aí a imaginação corre...
Mas sobre a origem, todos concordam: ETIÓPIA!
O Brasil é atualmente o maior produtor, mas não faz a torra dos seus grãos. Em sua grande parte, é no velho continente europeu que se encontra países especialistas nisto, além dos blends (mistura de grãos de vários países ou regiões para formar novos sabores).
O gênero preferido por boa parte do mundo é o tipo arábica. Há outro? Sim, o robusta.
O primeiro é mais saboroso, doce e suave. Dependendo do terroir em que é cultivado adquire vários sabores, dentre os quais: os frutados chegando inclusive a sentir um gostinho de limão... loucura! e os achocolatados, mais comuns.
O robusta é amargo por natureza. Tadinho, é o irmão pobre.
Quer saber se misturaram robusta no seu blend? Ou se o café foi mal feito? Ou se o grão tá velho?
Peça um espresso - ou faça se for corajoso! Diremos o porquê no próximo post! - e dê um golinho (SEM AÇÚCAR OU ADOÇANTE #PELAMORDEDEUS!).
Se sentir um retrogosto no fundo da garganta que te deixa "comendo café" o resto do dia, como se o diabo não saísse dali... meu amigo! Tenha certeza! Você bebeu um café mal tirado.
Como disse acima, o Brasil é um grande produtor, mas ainda há muita picaretagem.
Os grãos tem avaliação feita por defeitos. Que vão desde formato, cor, tamanho até coisas bizarras que são inseridas na mistura: milho, paus, pedras entre outras coisas que eu prefiro nem dizer!
Então cuidado com o que você compra por aí! O selo da ABIC não é garantia de 100% de qualidade.. mas isso eu explico outro dia!
Para quem tem uma cafeteira em casa - das basiquinhas às mais modernozas - preste atenção!
Compre sempre em grãos e dê preferência para os 100% arábica que é, atualmente, mais fácil de encontrar pois o brasileiro ficou exigente.
Nada de sair comprando pacote de 1kg ou mais! Limite-se aos menores e moa o mais próximo possível do consumo. Há vários lugares que podem fazer isso pra você! A Empório Sweet Home faz!
Mantenha conservado na própria embalagem, em lugar fresco e longe do sol, de preferência em local escuro e fresco. Pense no grão de café como uma fruta, tem tempo para durar.
Olhe na embalagem a data de fabricação. Em tese é a data em que o grão foi torrado, garantidor de sabor e frescor.
Ao contrário do que dizem os fabricantes (alguns juram que o café é válido por 1 ano! Piadinha do malandro!) não compre e evite consumir grãos que tenho mais de 1 mês de torra. Perde corpo e a experiência não será mais a mesma!
Observe a cor do grão. Há torras de várias graduações que influenciam o sabor. Em geral, os mais escuros dão sabor mais forte (não necessariamente mais cafeína!)
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| De olho na graduação de torragem dos grãos |
E quem vai numa cafeteria? O que observar?
Boa parte desta explicação ficará para a segunda parte do post.
Mas já dá pra dizer pra ficar de olho no moedor, pois se estiver cheio até a boca: desconfie!
O grão fica exposto a luz, ao ar e a impurezas.
E o mais importante: tenha pena da pessoa que fica ali na frente da máquina de espresso. Sério, a gente sabe como é penoso! Nem sempre é treinada e nem sempre tem tempo para fazer o espresso ideal.
E aí, o que acharam dessas informações?
Curtiram?
Então comentem, queremos saber se vocês tem mais dúvidas!
Beijo!